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Quinta Sinfonia

Diários de estilo sustentável: Julho/21

Quem gosta de veículos motorizados clássicos que ponha o dedo no ar!! Nos meus quase 30 anos de carta de condução só tive 3 carros e só um deles novinho em folha! O resto tudo de segunda, terceira ou quarta mão! Mas aquilo que não podia imaginar nem nos meus sonhos mais criativos era que um dia ia ser proprietária de um tractor. E não um tractor qualquer! Um Lamborghini!!

Ao pouco tempo de chegar à quinta rapidamente percebemos que nos fazia falta um tractor. Para lavrar, para carregar lenha e até para ir buscar fruta. Comprá-lo foi uma odisseia e nós que odiamos empréstimos, não tivemos mais remédio que recorrer a um. Mas aqui está ele a dar-nos tanto serviço! E desde o ano passado, ainda mais graças ao investimento que fizemos num corta matos. O trabalho que podia durar 2 ou 3 dias agora faz-se em 2 ou 3 horas.

E agora a ironia das ironias: sou proprietária de um tractor mas não o conduzo. Não é que não queira ou não gostasse. Simplesmente nem me atrevo. Demasiado complicado para mim. Pelo menos este porque acredito que se tivéssemos um tractor moderno, podia perfeitamente conduzi-lo!

Mas este post não era propriamente sobre tractores mas sim sobre roupa!

Eu no verão podia passar com meia dúzia de peças que combinassem entre si e que fossem práticas e descomplicadas. Como o conjunto que levo vestido: saia de ganga, t-shirt branca e casaco para estas tardes tão tipicamente ventosas do Oeste.

A saia foi feita por mim a partir de umas calças de ganga que nunca me encaixaram muito bem. Foi das primeiras peças que fiz e uma das que mais uso. A t-shirt e o casaco são ambos de 2º mão. E os sapatos têm uma porrada de anos. Comprei-os para o traje académico da queima das fitas já com a intenção de usá-los nas entrevistas de trabalho que viriam a seguir. Tudo muito formal!! Tão formal que me parece que foi noutra existência!

Agora esses sapatos passam a maior parte dos seus dias dentro da sua caixa e a sua dona é proprietária de um tractor que não conduz. E entrevistas só mesmo as que vemos na televisão. Não é por nada, só que como costumamos dizer por aqui “tenho eu mãos para ir a uma entrevista de trabalho”!

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